REDUÇÃO DE CONSUMO NA REDE DE AR COMPRIMIDO
(PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO)
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Na automação de movimentos na indústria, pode-se utilizar como fonte de energia o ar comprimido.
O ar comprimido é um fluido de utilização quase generalizada em todo o universo das empresas industriais, em operações tão variadas como o controlo e a instrumentação, accionamentos pneumáticos, sopragens, limpezas, etc., correspondendo em média a cerca de 10% da energia eléctrica consumida em toda a instalação.
Face aos elevados custos energéticos deste fluido, a sua utilização racional deverá constituir uma preocupação dos técnicos das empresas, manifestada através do acompanhamento regular, quer das condições em que o mesmo é produzido, quer da forma como ocorre a sua distribuição e utilização nos equipamentos.
A prestação deste serviço consiste em dar a conhecer aos responsáveis da instalação o consumo energético associado a esta utilidade através do levantamento dos principais componentes e parâmetros de operação do sistema da ar comprimido da instalação, bem como um plano de acção que lhe permita obter a máxima eficiência e rentabilidade da instalação de produção e distribuição de ar comprimido.
Caso de Estudo
Após realizada uma inspecção á rede de ar comprimido de uma determinada instalação a TecnoVeritas apurou que o consumo máximo de ar comprimido correspondia a 840 m3/h a 7 bar, em que a regulação do compressor era carga-vazio.
Como se pode constatar, no quadro seguinte, verifica-se um aumento substancial da factura energética à medida que se adopta um compressor de maior capacidade para suprir as mesmas necessidades de utilização do ar comprimido.
Para este estudo foi considerado o custo médio do kWh de 0,07€
Capacidade do compressor |
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930 m 3/h |
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1098 m 3/h |
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1278 m 3/h |
Potência do motor |
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110 kW |
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132 kW |
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160 kW |
Potência do motor (vazio) |
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28 kw |
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33 kw |
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40 kw |
Rendimento do motor |
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92% |
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94% |
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96% |
Tempo de funcionamento considerado |
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6000 horas |
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Tempo de carga |
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5400 horas |
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4500 horas |
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3944 horas |
Tempo de vazio 600 horas |
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600 horas |
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1500 horas |
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2056 horas |
Energia consumida em carga |
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645.652 kWh |
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631.915 kWh |
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657.333 kWh |
Energia consumida em vazio |
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18.261 kWh |
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52.660 kWh |
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85.667 kWh |
Energia consumida |
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663.913 kWh |
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684.574 kWh |
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743.000 kWh |
Factura energética anual |
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46.474 € |
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47.920 € |
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52.010 € |
Factura energética anual |
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9.295 contos |
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9.584 contos |
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10.402 contos |
Como se depreende da análise da tabela anterior o consumo eléctrico do compressor, na situação de vazio, não é pois desprezável e, dado que corresponde a um regime em que não há produção útil de ar comprimido, aquele consumo é totalmente desperdiçado, devendo, por isso, procurar-se que a duração do período de vazio seja mínima; por outras palavras, para se obter a máxima eficiência energética, o compressor deverá estar dimensionado por forma a trabalhar no regime de carga, o máximo tempo possível.
De forma a avaliar da importância do caudal de fugas, foram também efectuadas medições de queda de pressão nos reservatórios de ar comprimido, durante um período em que não se registava consumo útil de ar comprimido na instalação fabril; pelo que foi medido um caudal de 195 m 3/h, representando cerca de 23% da produção do compressor, que correspondia a um acréscimo anual do consumo de energia de cerca de 128.500 kWh, com um custo de 9.000 €/ano (1.800) contos/ano, montante que realça bem a importância da racionalização deste desperdício energético.
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